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A festa do Eriksen arruinada por Ibra e Lukaku, o que aconteceu no derby

Derby Milano, Fonte: RAI

No 25º Derby di Milano na Coppa Italia teve espetáculo, surpresas e um pouco de decepção pela atitude dos jogadores. No gramado se encontraram as duas melhores equipes dessa temporada na Itália e não faltaram as reviravoltas. A remontada da Inter no último segundo representa uma partida de grande intensidade.

E pode se dizer que esteja sido uma surpresa por causa do autor do gol, Eriksen. O dinamarquês parecia estar prestes a deixar os nerazzurri no começo do mercado, enquanto agora se tornou o protagonista de um jogo importante. Contabilizou o quinto gol interista de cobrança de falta direto para a rede. O último a conseguir marcar desse jeito foi Cancelo contra o Cagliari em abril de 2017. Desde então 55 tentativas falhadas.

Mesmo assim os telespectadores não assistiram só a um grande jogo, mas também a uma vergonha por esse esporte. Lukaku e Ibrahimović, os dois protagonistas mais esperados, inflamaram o clima de um belo jogo. Depois de uma entrada do Romagnoli no Lukaku surgiu uma briga entre os dois times. Sobretudo o belga trocou umas palavrinhas não muito boas com Ibra no fim do primeiro tempo. A ausência de público amplificou o áudio da discussão em inglês entre os dois ex companheiros no Manchester United.

Chama sua mãe, vá fazer seus rituais voodoo de m*rda, seu burrinho!” disse o rossonero. Uma frase alusiva a uma notícia que teria a ver com Big Rom na época do Everton. Então o centroavante nerazzurro tinha recusado um rico renovo por parte dos dirigentes dos Toffies sob conselho da mãe dele. Moshiri, um dos dirigentes, depois tinha declarado que a mãe teria cumprido ritual voodoo para que o filho fizesse a escolha certa. Lukaku  depois negou a história esotérica.

Uma treta (por pouco evitada) é sempre um ato lamentável em qualquer situação. Porém assim são também sobretudo as provocações de um profissional de 39 anos e parcialmente a resposta de Romelu Lukaku. O atleta da Inter na volta para os vestiários tentou agredir o insultador dele, proferindo palavras más contra a mãe desse último mencionado. Felizmente Oriali, os companheiros e os outros do staff pararam um possível confronto físico. Conte até quase elogiou a raiva do membro do elenco dele no pós-jogo, condenando contudo o acontecido.

Sobre o Ibrahimović há para analisar a sua atuação com duas faces, desde o gol passando pelo segundo amarelo até a briga. Se ele se limitasse a fazer o próprio trabalho o Milan poderia ter algumas chances a mais para ir para as semifinais pela quinta vez consecutiva. Todos agora falariam da oitava rede dele em sete jogos contra a Inter, vítima preferida dele. Invés estamos falando de um lado do futebol pouco digno e até de racismo.

Talvez falar de racismo poderia ser um exagero, mas o escandinavo poderia evitar de pronunciar a palavra “donkey”, logo burro. A palavra inglês é com certeza confundível com “monkey”, macaco, um xingamento contra um jogador preto. Além disso mencionar o voodoo, religião que conta com 60 milhões de praticantes, poderia ferir muitas pessoas. Uma religião muito provavelmente não conhecida muito bem pelo atleta. Quem conhece bem um certo argumento normalmente demonstra respeito. Se quisesse mesmo provocar a qualquer custo, poderia dizer algo menos ambíguo.

No fim da partida, com um pênalti apitado corretamente por Valeri e uma falta não muito clara dada por Chiffi, os jogadores do Conte puderam festejar. Os dois juízes trocaram de papel no meio do jogo por culpa de uma lesão contraída pelo primeiro, que conduziu uma boa atuação. Manteve a calma até durante o momento crítico. Valeri, árbitro internacional e por isso conhecedor da língua inglesa, julgou justamente que as atitudes dos jogadores mereceriam cartão amarelo. Não foram utilizados insultos pesados entre os envolvidos, com exceção para a mãe do Ibra que não estava dentro do jogo. Por isso Valeri conseguiu aplicar bem os cartões, não cometendo grandes erros.

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